Sala de vacina: estrutura, normas da Anvisa e temperatura ideal

Sala de vacina - geladeira de vacina

A sala de vacina é o local onde ocorre a vacinação da população, de acordo com as indicações de saúde pública. Para que funcione corretamente, é necessário seguir rígidos padrões de segurança, higiene, controle de temperatura e outros determinados pela Anvisa.

Além disso, a sala de vacina deve ter uma estrutura adequada para a conservação das vacinas e descarte seguro dos materiais. Os profissionais que atuam nesse ambiente devem ser capacitados para garantir a segurança no armazenamento, preparo e aplicação segura das vacinas.

Neste conteúdo da SyOS, você confere as principais diretrizes para o bom funcionamento da sala de vacinas, além das normas da Anvisa para garantir a segurança dos pacientes. Continue essa leitura e tire suas dúvidas!

O que é e como funciona uma sala de vacinas?

sala de vacinação

A sala de vacina é o local onde os profissionais de saúde realizam a vacinação da população. O projeto desse ambiente deve oferecer segurança e qualidade para os pacientes. Para isso, seu planejamento e organização devem prever os principais cuidados para prevenir riscos, falhas e situações adversas que possam comprometer a operação.

Assim, o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Imunizações (PNI) para regulamentar essa atividade tão importante para a população. O PNI também estabelece a Rede de Frio, estrutura que garante a qualidade na conservação dos imunizantes.

Além disso, recomenda uma estrutura com base em três aspectos relacionados ao serviço de vacinação:

  1. Usuário ou paciente;
  2. Profissionais;
  3. Produtos ou imunizantes.

O que se faz em uma sala de vacina?

A sala de vacina é o local onde os profissionais da saúde administram os medicamentos imunobiológicos nos pacientes. Exemplos disso são as vacinas e soros, e para isso, devem seguir rigorosos procedimentos de conservação, higiene e segurança.

As rotinas de uma sala de vacinação incluem:

  • Preparação dos imunizantes;
  • Aplicação das vacinas nos usuários;
  • Orientação a respeito dos procedimentos;
  • Higiene adequada dos materiais e do local;
  • Monitoramento e manutenção da cadeia de frio (equipamentos de refrigeração).

De quem é a responsabilidade da sala de vacina?

O principal responsável pela sala de vacina é o Enfermeiro Responsável Técnico (RT). Esse profissional cuida da organização, execução e supervisão de todo o ciclo de vacinação, desde o recebimento e organização dos imunizantes até a aplicação nos pacientes.

Além disso, o Técnico de Enfermagem também desempenha um papel fundamental, atuando sob supervisão do enfermeiro. A gestão hospitalar também tem a importante responsabilidade de promover o treinamento das equipes. 

Qual deve ser a estrutura física de uma sala de vacina?

Uma sala de vacinação completa deve oferecer todo o aparato necessário para aqueles três agentes que citamos acima (paciente, profissionais e imunizantes). Além disso, o Ministério da Saúde possui outras exigências. São elas:

Exigências estruturais

Uma sala de vacinação ideal precisa oferecer ao paciente um ambiente limpo e agradável, além de conter:

  • Ar condicionado;
  • Bancada com cuba;
  • Gerador de energia para o caso de quedas;
  • Pia para higienização;
  • Ferramentas para as rotinas de trabalho.

Mobília

A sala de vacinação também deve conter algumas mobílias para o bem-estar dos pacientes e organização dos profissionais, como:

  • Cadeiras;
  • Maca;
  • Mesa;
  • Arquivo;
  • Biombo.

Gestão dos imunobiológicos

Para garantir a qualidade e segurança dos imunizantes, é necessário contar com um sistema de controle para agilizar e tornar os processos mais precisos. Além disso, é necessário contar com itens como:

  • Refrigeradores científicos para o armazenamento;
  • Caixa térmica para o transporte de vacinas;
  • Termômetro ou sensores para o controle de temperatura;
  • Boninas;
  • Equipamentos de proteção individual (EPIs).

É importante destacar que as vacinas não devem ser armazenadas em geladeiras comuns. Isso porque esses aparelhos não conseguem garantir a segurança e o controle de temperatura adequados aos itens.

Para o armazenamento correto, é necessário contar com tecnologias específicas, projetadas para garantir o máximo de tranquilidade aos profissionais de saúde e segurança aos pacientes.

O que diz a Anvisa sobre as salas de vacinação?

sala de vacinas

A Anvisa possui uma regulamentação específica sobre salas de vacina, a RDC 197, de  2017. Esta norma determina quais critérios os estabelecimentos de saúde devem observar para realizar esse tipo de serviço.

A principal regra é a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES). Além disso, a norma traz outras obrigações, como:

  • Afixação do Calendário Nacional de Vacinação na sala de vacina, com a indicação das vacinas disponíveis para aplicação;
  • Responsável técnico;
  • Profissional capacitado para a atividade de vacinação;
  • Treinamento contínuo dos profissionais;
  • Instalações físicas de acordo com a RDC 50/2002 e outros itens obrigatórios, como os que já citamos; 
  • Cuidados com o transporte para preservar a qualidade e a integridade das vacinas;
  • Procedimentos para encaminhar e atender as intercorrências imediatamente;
  • Registro das informações dos pacientes no cartão de vacinação e no Sistema do Ministério da Saúde;
  • Registro das notificações de eventos adversos pós vacinação e de ocorrência de erros no Sistema da Anvisa;
  • Possibilidade de vacinação extramuros mediante licença;
  • Possibilidade de emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).

POP da sala de vacina

Todos os procedimentos realizados na sala de vacinação devem promover a máxima segurança. Isso porque é preciso reduzir os riscos de contaminação tanto dos pacientes quanto da própria equipe de vacinação.

Além disso, é necessário manter rígidas condições de limpeza e higiene. A sala também deve ser de uso exclusivo para a administração de vacinas, e apenas equipe de enfermagem com treinamento específico deve realizar as atividades de imunização.

Dessa maneira, para facilitar a organização da estrutura da sala de imunizações, é possível adotar Procedimentos Operacionais Padrões (POPs). Seu intuito é orientar e uniformizar processos para garantir a qualidade e a segurança dos pacientes e equipe técnica.

Os principais POPs para salas de vacina incluem:

  • Organização e Rotina da Sala De Imunização;
  • Descarte de material biológico e resíduos da sala de vacina;
  • Limpeza da sala de vacina;
  • Leitura do termômetro digital;
  • Recebimento e armazenamento de imunobiológicos;
  • Procedimentos para utilização dos equipamentos de refrigeração;
  • Organização de caixas térmicas;
  • Higienização das mãos e outros.

TIRE SUAS DÚVIDAS sobre os POPs!

Equipamentos essenciais em uma sala de vacina

Os equipamentos de conservação de vacinas e insumos são essenciais para salas de imunização. Isso porque o armazenamento das vacinas deve ocorrer em temperaturas entre 2ºC e 8ºC. Além disso, o Manual da Rede de Frio do PNI estabelece a temperatura de 5°C como ideal.

Assim, não é possível armazenar imunizantes em geladeiras comuns, já que elas não conseguem refrigerá-los de maneira precisa e segura. Além disso, o controle de temperatura é comprometido por falta de ferramentas para registro e acompanhamento.

Assim, a orientação da Rede de Frio é a utilização de equipamentos adequados, como refrigeradores científicos. Esse tipo de equipamento possui tecnologias específicas para garantir a conservação nas condições ideais.

Câmaras de vacinas contam com sistemas de refrigeração homogêneos em seu interior. Além disso, podem ser facilmente integradas a tecnologias de monitoramento de temperatura, como sensores inteligentes, que enviam alertas em casos de variações críticas.

Como arrumar a geladeira da sala de vacina​?

Outro ponto essencial para a conservação e qualidade dos imunizantes é a organização da geladeira de vacina. Isso porque a má conservação dos imunobiológicos pode representar riscos à saúde e comprometer sua eficácia.

De acordo com o PNI, a organização das geladeiras de vacinas deve ocorrer da seguinte maneira:

  • Na primeira prateleira, vacinas que podem ser congeladas;
  • Na segunda prateleira, vacinas que não podem ser congeladas;
  • Já na terceira prateleira, vêm os soros e vacinas bacterianas em caixas;
  • O termômetro ou sensor de temperatura deve ser instalado no centro da segunda prateleira e em posição vertical;
  • Manter no mínimo 30 garrafas com água colorida à base de iodo ou corante no compartimento inferior, contribuindo para a manutenção da temperatura interna a +2ºC e retardar a elevação da temperatura interna na falta de energia elétrica ou defeito do equipamento;
  • Todas as vacinas devem estar afastadas das paredes, do piso e das saídas de ar frio do equipamento. Assim, é possível evitar temperaturas abaixo de 2°C;
  • Manter um espaços entre as embalagens para possibilitar a circulação de ar;
  • Organizar os subprodutos de vacina;
  • Manter juntas as vacinas do mesmo tipo;
  • Verificar com regularidade as datas de validade, e organizar as datas mais antigas na frente da prateleira para serem utilizadas primeiro;
  • A geladeira de armazenamento de vacinas deve ser usada apenas para esse fim;
  • Em casos de poucas unidades armazenadas, é necessário preencher os espaços vazios com garrafas de água para manter a temperatura uniforme e estável.

Todos esses cuidados são essenciais para garantir que o armazenamento das vacinas ocorra em condições adequadas.

Controle ambiental na sala de vacina

conservação de imunizantes

Para monitorar e controlar a temperatura ambiente na sala de vacina, é necessário contar com soluções que otimizem esse processo. Além disso, é necessário seguir as regulamentações e normas que tratam do armazenamento de vacinas.

De acordo com o Manual da Rede de Frio do PNI, é necessário tomar alguns cuidados com a geladeira de vacinas, como por exemplo:

  • Realizar a leitura do termômetro da geladeira no mínimo duas vezes ao dia, no início e no fim da jornada;
  • Registrar os dados no mapa de temperatura;
  • Instalar o equipamento refrigerador distante de fontes de calor e a cerca de 20 cm de distância da parede;
  • Utilizar tomada exclusiva para o refrigerador;
  • Usar o equipamento exclusivamente para o armazenamento de vacinas;
  • Não armazenar quaisquer outros produtos na porta do refrigerador;
  • Manter a vedação adequada do equipamento.

Dessa forma, a geladeira de vacinas é crucial para manter o armazenamento seguro desse tipo de produto. Além disso, é fundamental ter em mente que os imunizantes são fundamentais para a proteção da saúde da população.

Assim, falhas no processo de armazenamento podem resultar na perda da confiança do paciente e, em casos mais graves, em sérios danos à saúde. Isso sem contar as significativas perdas financeiras devido à necessidade de descarte de vacinas fora dos padrões de temperatura.

Dessa forma, as boas práticas de armazenamento são parte fundamental da prestação dos serviços de saúde. 

O que fazer em caso de variação de temperatura?

As instituições de saúde devem contar com planos de contingência para casos de falha no fornecimento de energia elétrica ou para quebras do equipamento de refrigeração. Isso porque essas condições podem gerar variações fora do ideal e comprometer os produtos.

Dessa forma, a estrutura deve contar com geradores para manter os refrigeradores funcionando, além de sensores de temperatura inteligentes para notificar os responsáveis em casos de variações bruscas de temperatura.

Isso porque, mesmo alternativas como caixas de armazenamento temporário podem não conseguir manter os itens dentro das faixas de temperatura ideais.

CONHEÇA os alarmes de temperatura da SyOS

Como a tecnologia ajuda na conservação das vacinas?

Para atender todas as exigências da legislação para a cadeia do frio é um enorme desafio para as empresas. Porém, por meio de soluções tecnológicas, é possível assegurar o funcionamento adequado da geladeira de vacinas, e a segurança e qualidade no armazenamento.

As vacinas são itens termossensíveis/termolábeis, e por isso, não podem ser expostas a faixas de temperatura fora do recomendado (entre 2ºC e 8ºC). Assim, é essencial utilizar sistemas de monitoramento de temperatura para assegurar a eficácia desses itens.

Monitoramento digital e alarmes de temperatura

Vacinas são produtos muito sensíveis, e por isso, não é possível confiar apenas na supervisão da temperatura duas vezes ao dia. Isso porque, entre esse intervalo, podem ocorrer oscilações de temperatura, falhas mecânicas e outros erros operacionais.

Dessa forma, o controle contínuo e em tempo real é uma necessidade para ambientes que aplicam imunizantes. Isso porque o monitoramento é sinônimo de prevenção, e dá o benefício da possibilidade de agir antes de ocorrer um problema.

Como a SyOS ajuda a manter a temperatura ideal na sala de vacina?

Por meio da Internet das Coisas (IoT), a solução da SyOS monitora a temperatura da geladeira de vacina 24×7. Além disso, o sistema emite alarmes e notificações quando a temperatura está fora da faixa ideal.

Devido à alta precisão dos sensores da SyOS, é possível detectar até variações mínimas na temperatura. Assim, é possível intervir imediatamente para corrigir problemas e evitar danos aos imunizantes e à saúde da população.

Essa é uma solução que contribui para a conformidade com as normas regulatórias nacionais e internacionais. Da mesma forma, aumenta a confiabilidade no uso da geladeira de vacinas.

Fale com um de nossos especialistas e descubra como ter mais segurança na gestão de sua sala de vacinas:

Demonstração Grátis

5 pontos essenciais sobre a sala de vacina

A sala de vacinas é o local de armazenamento e aplicação de imunizantes na população. Além disso:

  1. A sala de vacina atender a normas rígidas da Anvisa
    O órgão regulatório possui até uma regulamentação específica sobre salas de vacina: a RDC 197, de  2017, e todos os estabelecimentos de saúde que realizam esse tipo de serviço devem observá-la;
  2. A estrutura física deve permitir fluxo adequado e segurança dos produtos
    Para isso, é necessário contar com mobiliário e outros itens específicos, entre eles, o refrigerador científico, que deve ser de uso exclusivo para o armazenamento das vacinas;
  3. O controle de temperatura é fator crítico para a eficácia dos imunizantes
    Isso porque as vacinas são produtos termosensíveis e podem deixar de fazer efeito se expostas a condições fora do ideal;
  4. As equipes podem utilizar POPs para a padronização das rotinas
    Isso contribui para a redução de erros e garantia da qualidade em todos os processos relacionados à sala de vacinas;
  5. Tecnologias como a SyOS tornam o monitoramento de temperatura mais eficaz
    Dessa forma, é possível reduzir riscos e garantir a qualidade e segurança no armazenamento dos imunizantes.

Conheça a solução da SyOS e torne sua sala de vacinas mais segura!

Para saber mais sobre os procedimentos relacionados a medicamentos termossensíveis, navegue pelo blog da SyOS!

Sobre a SyOS

Somos uma startup que tem o objetivo de revolucionar a cadeia do frio no Brasil, através de tecnologias de IoT e Inteligência Artificial aplicadas no monitoramento de produtos que precisam de uma temperatura ideal para manter sua qualidade, como alimentos, vacinas e medicamentos.    

Com isso, empresas que atuam com a gestão do frio têm acesso a dados, relatórios e alertas que ajudam a tomar decisões para otimizar suas operações, evitar a não conformidade e reduzir prejuízos. 

Descubra mais sobre a SyOS ou entre em contato com o nosso time de especialistas para conhecer melhor nossa solução. 

Índice do texto